Clique aqui para baixar o portifólio de Michael Arce.


“...Este CD é o resultado – uma coleção extraordinária de Jazz brasileiro tocado de forma bem relaxada e descontraída porem com uma força sutil e grande respeito pelas melodias muitas vezes de sentimentos místicos. É obvio que Michael tem passado uma grande quantidade de tempo escutando os fora de série do jazz – a musica ‘Santa Teresa “por exemplo foi inspirada pela música ‘Night in Tunísia’ de Dizzy Gillespie. Veredito – um excellente CD de ‘new age’ jazz brasileiro empolgante – que empolgante seria ver este grupo ao vivo no Reino Unido.”

Brian Harvey / www.euroclubdejazz.com

 

Rádio CBN - 19/04/2003 - 11h35
Entrevista no CBN - Rio ao Repórter Alexandre Caroli
- Ouça aqui

Transcrição:
-Você esta ouvindo a canção Vai Passar de Chico Buarque e Francis Hime, com a interpretação de Michael Arce que é músico especialista em um instrumento muito interessante: a gaita. Ele estará se apresentando hoje no Espírito das Artes na Cobal do Humaitá, utilizando a gaita para enaltecer e tocar a música Brasileira, propagando a nossa cultura.

Michael bom dia.
Bom dia Alexandre, tudo bem?
Tudo bem. Como é a recepção deste instrumento, a gaita, que tem tudo a ver com a música Brasileira?
O público fica um pouco chocado, ele não tem idéia do que a gaita pode oferecer. Geralmente todos nós temos uma gaita e não conseguimos tocar, ou então tocamos apenas uma ou duas músicas. Quando o público escuta músicas de Ivan Lins, Chico Buarque, Tom Jobim, Ary Barroso sendo tocadas em uma gaita, realmente causa um impacto maravilhoso, a receptividade é muito grande.
O que te motivou a optar por este instrumento? A se especializar na gaita?
A escolha do instrumento é algo muito individual, a gaita tem um charme muito grande, ela vem em uma caixinha e essa caixinha trás som, felicidade, alegria e você leva ela para onde você quiser. Não é um piano, não é um sax que você tem que montar, simplesmente você tira da caixinha e faz uma festa, traz alegria, traz todos estes sons Brasileiros que são maravilhosos.
Me fale um pouco dessa trajetória. A questão da profissionalização, as dificuldades que um instrumentista como você tem para seguir adiante, passar do nível amador para um nível profissional. É difícil esta passagem especialmente para um instrumento como a gaita ou não?
Pois é Alexandre, realmente é muito difícil, uma luta diária. No caso da gaita uma luta muito maior, porque as pessoas não tem informação, apesar da gaita estar presente no inconsciente das pessoas. Todo mundo sabe qual é o som da gaita, mas isso não se reflete praticamente, não existem escolas de gaita. Na faculdade de música não se ensina gaita, então é uma dificuldade muito grande, mas a receptividade é muito boa e isso faz com que se torne possível viver de gaita. Eu tenho um projeto de divulgação da gaita, e levo este as escolas e aos shoppings. O publico se interessa mais, o que torna a procura cada vez maior, cada dia com mais alunos, cada vez mais pessoas assistindo ao meu show.
Observamos no RJ a popularização e o aumento dos lugares com música Brasileira, principalmente o Choro. Mesmo não tendo uma ligação direta esse tipo de explosão também beneficia o seu instrumento?
Com certeza! Esse ressurgimento traz para a juventude o samba e também o baião, essas duas correntes, que trazem para a juventude a riqueza da música brasileira. Se você pensar que na década de 80 os jovens estavam interessados amplamente no rock, hoje você tem o inverso, pessoas aprendendo a tocar violão. Mas não através do rock e sim pelo choro, então é maravilhoso, você vai à roda de choro e vê pessoas de 15 anos tocando muito bem a nossa música. Isso me beneficia e a todos os instrumentistas profissionais, porque estão fazendo música de qualidade, criando um novo público.
Você disse que a gaita não consta no curriculun universitário, tem como mudar esta situação ou não?
Essa situação é complicada, porque na faculdade de música o que existe são os instrumentos ligados à orquestra, que são o fagote, piano, violino, etc. Estes são os instrumentos tradicionais. A gaita ainda não faz parte de nenhuma orquestra como um instrumento fixo, mas o que existe hoje já é um avanço, foram escritos 3 concertos para harmônica de boca, de autoria de Vila Lobos, Guerra Peixe e Radamés Gnatali, que são lindíssimos. Mas são apenas 3 peças no universo da música erudita, então não existe em nível superior o ensino de gaita. O que existe são os cursos livres, assim como os que eu ministro ensinando a técnica às pessoas.
Qual é o horário do show de hoje à noite no Huamitá?
Gostaria de convidar a todos, hoje será um belo show! Uma viagem pelos ritmos Brasileiros, de Tom Jobim à Ary Barroso, de Hermeto Pascoal à Sivuca. O show será hoje às 20:30h na Cobal do Humaitá, e eu espero vocês lá! E quem quiser saber um pouco mais sobre minha carreira é só entra em meu site www.michaelarce.net
Ok Michael sucesso para você, na sua trajetória e que ocorra a disseminação da gaita!
Obrigado Alexandre!

Comentário final

Conversei com Michael Arce que é especialista em gaita, um instrumento que como você pode ouvir tem tudo haver com a música brasileira. Os ritmos brasileiros ficam mais interessantes ainda quando interpretados por um especialista em gaita como o Michael Arce que estará esta noite na Cobal do Humaitá. A apresentação começa às 20:30h.

 
Jornal: O GLOBO - Jornais de Bairro - Tijuca - 17/04/2003
SALADA MUSICAL: MICHAEL ARCE EM AÇÃO NO IGUATEMI


O gaitista Michael Arce é a atração de hoje do Shopping Iguatemi, a partir das 19h30m. O músico, que toca trompete em algumas músicas, mistura bossa nova, samba, choro e baião. Acompanhado de músicos convidados, Arce interpreta clássicos de Tom Jobim, Pixinguinha e Hermeto Pascoal, entre outros. O shopping fica na Rua Barão de São Francisco 236, no Andaraí. A entrada é franca.


   

JB Online - 24/06/2002
Trio de Janeiro faz show na Cobal do Humaitá

Reduto de chorões nos fins de semana, a Cobal do Humaitá recebe o gaitista Michael Arce nesta quarta-feira, dia 26, a partir das 21h. Arce mais o pianista Dudu Castelões e o baixista Álvaro Motta formam o Trio de Janeiro, cujo roteiro prevê obras de Tom Jobim, Caetano Veloso, Pixinguinha e Milton Nascimento.
O endereço é rua Voluntários da Pátria, 446, no Humaitá.